1/13/2014

HOMENS

   

     Neste fim de ano fui convidado para uma festa na casa de um grande amigo do meu pai. Na verdade posso considera-lo meu amigo também, já que nossas famílias se conhecem há anos.
     Porém, fazia muito tempo que eu não o via e consequentemente não via sua filha. Chegando na festa, tive uma grata surpresa : me deparei com uma obra prima esculpida pessoalmente pelo Todo Poderoso ! Sim, era a filha do amigo do meu pai.
     Ela preenchia todos os requisitos do padrão de beleza contemporâneo - o qual seguimos quase que religiosamente quando pensamos em uma ‘’mulher bonita’’ – cabelos lisos, pele bronzeada, olhos verdes e um corpo digno de capa de revista.
     Além das qualidades anteriormente mencionadas a moça em questão ainda possuía uma virtude que infelizmente se encontra em extinção nesse tipo de mulher: a simpatia.
     Papo vai papo vem, percebi que havia conversado a noite inteira com ela e para a minha infelicidade havia chegado a hora de partir. Trocamos telefones e segui meu caminho para casa junto com a minha família.
     No caminho de volta pra casa eu só conseguia pensar naquele sorriso, e percebi que repentinamente havia desenvolvido um amor platônico. Em poucas horas eu havia despertado algo que eu nunca havia sentido. Porém, por que platônico ? Bem,uma das minhas maiores virtudes e um dos meus maiores defeitos é ser extremamente realista. Não importa o quão confiante seja o homem. Ele sabe quando a areia é demais para o seu caminhão.
Além do mais, que futuro teria um relacionamento desses ? Sem dúvidas o poder da relação ficaria concentrado todo nas mãos dela. Dizem que o poder de um relacionamento está nas mãos de quem se importa menos, ou seja, eu tenho certeza que com uma mulher daquelas ao meu lado, eu me importaria demais !
     Ao chegar em casa eu tinha 2 opções : ouvir raça negra a noite inteira e lamentar a minha situação ou ligar para meu amigos e sair para tomar um chopp...Achei mais inteligente a segunda opção.
    Encontrei uns amigos no bar e começamos a beber. Rodeado de velhos amigos,velhas hisórias vieram à tona e a cada chopp a conversa ficava mais engraçada.
Por volta das 2 horas da manhã quando todos já estavam bem alegres, um dos meus amigos teve a excelente ideia de fechar a noite em uma famosa ‘’casa de tolerância’’ do Rio de Janeiro. Chegando lá pedimos o whisky mais caro da casa e começamos os trabalhos. Redundante dizer que após alguns minutos a velha e boa garrafa de whisky subiu para o 2º andar com 3 deusas do recinto.
     No dia seguinte acordei em Teresópolis – região serrana do Rio. Eu não tinha ideia de como havia chegado lá e muito menos do que havia acontecido na noite anterior. Apesar da sede, me sentia bem, sem dor de cabeça e principalmente sem ressaca...de amor.
     Quando levantei minha missão foi descobrir o que havia acontecido na noite passada.     Meus amigos me contaram tudo. Inclusive o surgimento do meu amor platônico – com todos os detalhes que foram descritos acima – e a consequente pré desilusão amorosa com a filha do amigo de meu pai (fato do qual eu não tinha nenhuma lembrança).
     Moral da história: Foda-se tudo e todos.Não há nada que uma boa bebedeira entre amigos não resolva !



Crédito: R King
Apoio: Gazzetta Dello Valqueire

Nenhum comentário:

Postar um comentário