Neste fim de
ano fui convidado para uma festa na casa de um grande amigo do meu pai. Na
verdade posso considera-lo meu amigo também, já que nossas famílias se conhecem
há anos.
Porém, fazia
muito tempo que eu não o via e consequentemente não via sua filha. Chegando na
festa, tive uma grata surpresa : me deparei com uma obra prima esculpida
pessoalmente pelo Todo Poderoso ! Sim, era a filha do amigo do meu pai.
Ela preenchia
todos os requisitos do padrão de beleza contemporâneo - o qual seguimos quase
que religiosamente quando pensamos em uma ‘’mulher bonita’’ – cabelos lisos,
pele bronzeada, olhos verdes e um corpo digno de capa de revista.
Além das
qualidades anteriormente mencionadas a moça em questão ainda possuía uma
virtude que infelizmente se encontra em extinção nesse tipo de mulher: a
simpatia.
Papo vai papo
vem, percebi que havia conversado a noite inteira com ela e para a minha
infelicidade havia chegado a hora de partir. Trocamos telefones e segui meu
caminho para casa junto com a minha família.
No caminho de
volta pra casa eu só conseguia pensar naquele sorriso, e percebi que
repentinamente havia desenvolvido um amor platônico. Em poucas horas eu havia
despertado algo que eu nunca havia sentido. Porém, por que platônico ? Bem,uma
das minhas maiores virtudes e um dos meus maiores defeitos é ser extremamente
realista. Não importa o quão confiante seja o homem. Ele sabe quando a areia é
demais para o seu caminhão.
Além do mais,
que futuro teria um relacionamento desses ? Sem dúvidas o poder da relação
ficaria concentrado todo nas mãos dela. Dizem que o poder de um relacionamento
está nas mãos de quem se importa menos, ou seja, eu tenho certeza que com uma
mulher daquelas ao meu lado, eu me importaria demais !
Ao chegar em
casa eu tinha 2 opções : ouvir raça negra a noite inteira e lamentar a minha
situação ou ligar para meu amigos e sair para tomar um chopp...Achei mais
inteligente a segunda opção.
Encontrei uns
amigos no bar e começamos a beber. Rodeado de velhos amigos,velhas hisórias
vieram à tona e a cada chopp a conversa ficava mais engraçada.
Por volta das
2 horas da manhã quando todos já estavam bem alegres, um dos meus amigos teve a
excelente ideia de fechar a noite em uma famosa ‘’casa de tolerância’’ do Rio
de Janeiro. Chegando lá pedimos o whisky mais caro da casa e começamos os
trabalhos. Redundante dizer que após alguns minutos a velha e boa garrafa de
whisky subiu para o 2º andar com 3 deusas do recinto.
No dia seguinte
acordei em Teresópolis – região serrana do Rio. Eu não tinha ideia de como
havia chegado lá e muito menos do que havia acontecido na noite anterior.
Apesar da sede, me sentia bem, sem dor de cabeça e principalmente sem
ressaca...de amor.
Quando levantei
minha missão foi descobrir o que havia acontecido na noite passada. Meus amigos
me contaram tudo. Inclusive o surgimento do meu amor platônico – com todos os
detalhes que foram descritos acima – e a consequente pré desilusão amorosa com
a filha do amigo de meu pai (fato do qual eu não tinha nenhuma lembrança).
Moral da
história: Foda-se tudo e todos.Não há nada que uma boa bebedeira entre amigos
não resolva !
Crédito: R King
Apoio: Gazzetta Dello Valqueire
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